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11 de junho de 2008

Entrevista
PITTY - A roqueira brasileira prova que o mundo precisa de cantoras com atitude

Nos 30 anos de vida e tendo os últimos 10 divididos entre a meteórica banda Shes (1998), a hardcore Inkoma (98-2000) e o trabalho solo, quando atingiu com dois discos ("Admirável Chip Novo", de 2003, e "Anacrônico", de 2005) 350 mil cópias vendidas, nove VMBs, cinco prêmios Multishow de Música Brasileira e apresentações que correm de Portugal ao Japão, a cantora Pitty transformou-se em exemplo de que mesmo sendo de um Estado onde boa parte das musas são alçadas ao estrelato por serem sexys e rebolativas, o mundo precisa de cantoras com atitude sem deixar de serem femininas.

 

SULBANDAS - BAILE SHOW - Por ter um lado mais transgressor, o rock sempre esteve vinculado também às drogas e ao sexo. Como a Pitty transita nas premissas “drogas, sexo e rock roll”?
Pitty – É um clichê e até um pré-conceito dizer que o rock está necessariamente ligado a isso. É um pensamento velho. Eu particularmente sempre transitei entre todas essas coisas de forma tranqüila, com experiências que me fizeram aprender. O rock é muito mais do que isso.
SULBANDAS - BAILE SHOW - O rock brasileiro, mesmo tendo a Rita Lee como precursora há 40 anos, ainda é muito masculino. Você sentiu algum preconceito por ser mulher?
Pitty – Estranheza talvez, mas muito mais por fazer uma música pesada, vigorosa, cheia de testosterona do que somente por estar num palco. Quando a mulher, mesmo no palco, se porta de maneira inofensiva e amena, isso se torna mais aceitável e compreensível, porque corrobora com o estereótipo do sexo frágil.
SULBANDAS - BAILE SHOW - Em algum momento da sua carreira, você sentiu que tinha que provar mais para os outros por ser mulher?
Pitty – Não por ser mulher, mas por ser uma zebra! Veja, viemos de um Estado brasileiro (Bahia) no qual o que menos se valoriza é o rock, e as dificuldades lá para se fazer qualquer tipo de arte que não seja a convencional são enormes. E ainda, além disso, é uma menina cantando rock pesado. Lidamos com essas incongruências o tempo inteiro, e aprendemos a fazer delas motivo de força.
 
:: Você lê a entrevista da Pitty na íntegra em nossa edição 23, junho/08.
 

:: ESTA ENTREVISTA FOI RETIRADA PARCIALMENTE DA REVISTA BAILE SHOW
Ano IV, nº 23, Junho, 2008::

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